domingo, 11 de agosto de 2013

‘’O que aconteceu?’’ disse Anne. ‘’Eu não faço a menor ideia, mas precisamos descobrir o que aconteceu com nossos professores... A sala dos fundos está com as paredes marcadas de sangue, Anne... ‘’ disse o Jack. ‘’E você quer ir lá? Tem certeza?’’ dizia Alice. ‘’Bom, eu não vou lá sozinho, né?’’ disse Jack. ‘’Ok, vamos os cinco então... ‘’ disse Anne. ‘’ Esperam, vocês estão pensando mesmo ir lá? Disse a Elisa. ‘’Claro, pode ter alguém precisando de ajuda... Talvez alguém que sabe o que houve, precisamos ir. ’’ Disse Jack. ‘’Por isso mesmo, não sabemos o que iremos encontrar lá!’’ disse Elisa. ‘’Se quiser, fique aqui. ’’ Disse Anne. ‘’Fico, obrigada!’‘’Quer que eu faça companhia?’’ disse Pepe. ‘’Pode sera... Tanto faz. Você que sabe. ’’ Fomos os três, deixando Pepe e a Elisa no corredor do colégio. 
Abrimos todas as portas do primeiro andar, não havia ninguém. Só encontrávamos bagunça e marcas de sangue por todo andar. Algo de muito grave aconteceu. ‘’Talvez seja melhor nós nos separarmos, não?’’ disse Jack. ‘’Ficou louco? Tem algo aqui matando pessoas... ’’dizia Alice. ‘’Nós não sabemos!’’ disse Anne. ‘’Não sabemos? Anne olhe ao seu redor, tá cheio de sangue. Aposto que algum louco deve ter entrado, matado e levado os corpos para outro lugar... ‘’ ‘’Espera! ‘’ ‘’O que foi Jack?’’ disse Anne. ‘’Tem algo na sala de informática... ’’ ‘’Viram? Eu disse... Vamos embora antes que tenhamos parte do nosso sangue aqui. ’’ gritava Alice ‘’Precisamos olhar por toda escola, não sabemos o que houve. ’’ disse Anne. ‘’E você quer morrer aqui? Pelo amor de Deus, vamos embora! ‘’ gritava Alice. ‘’Vamos nos separar! Basta verificarmos o segundo andar e iremos embora. Alguém pode estar precisando de ajuda, nós não sabemos, pode haver feridos! ‘’ dizia Jack. ‘’Ok, vocês querem morrer eu entendo... Eu vou ir atrás do Pepe e Elisa, fiquem vocês. Espero-os no corredor, apenas se ainda forem vivos. ’’ se apressando para ir. ‘’Mas o que... Alice?’’ ‘’Deixa, Anne... Vamos procurar algo e darmos o fora daqui. ’’

Ficaram então os dois a procura do desconhecido. O alvo era a sala de informática... 
Eu sei que vi algo aqui... Anne verifica o lado de lá, perto da sessão dos armários. Eu sei que tá aqui...  Anne fez como Jack havia dito. Ao mesmo tempo em que verificava, batia certa angustia ao olhar para aquela sala completamente revirada, com marcas de sangue por lado. Algumas partes havia poças de sangue. O que havia acontecido? Realmente ainda era um mistério para eles. Mas ainda estava ali, naquele colégio e não apenas em uma única parte. Poderia sim, estar naquela sala, onde ambos estavam em busca de sobreviventes e principalmente de respostas: 
''Jack? ''
‘’O que foi? Encontrou algo?’’ 
Ela não dizia absolutamente nada. O silêncio que ela fazia era como uma resposta do tipo: Vem cá e veja.  
‘’Anne, o que foi?’’ 
''Jack...! ''
‘’O que... O que foi?’’
Ele se aproximou e viu o que ela tanto queria dizer, mas seus lábios não conseguiam pronunciar em palavras o que seus olhos viam. Uma mulher escondida olhando para Anne com uma cara de espanto. 
‘’Olá...? Venha, não vamos machuca-la. ’’ 
‘’Jack... Jack... ’’ 
‘’Fala Anne. ’’ ‘’O braço dela está ferido, olhe... ’’

sábado, 10 de agosto de 2013

A Epidemia!

''Encontrei um mapa. Na verdade, com a ajuda de uma desconhecida que agora está morta. Deixei pra trás o restante do grupo no esconderijo e prometi  a eles que voltaria com a cura...''

Professor Ken: Mas onde está você, Professor Fred... Professor? Oh meu Deus! Professor... O Senhor está bem? 
O professor de Biologia estava jogado no chão da sala dos professores. Parece que tentou retirar a faixa que cobria o ferimento de sua perna, dava-se para ver que a mordida foi feia. Havia um pouco de sangue por toda sala, o professor de matemática revirou o Professor Fred, colocando-o deitado em cima da mesa. Não respirava. Sem saber o que fazer, saiu da sala em busca de ajuda, mas ninguém passava no corredor. Quando se virou, viu que o professor não estava mais ali sobre a mesa. Fred? Mas, onde é que... ARRRRH! Fred, não... Fred...

‘’... Então, com as férias se aproximando, nós decidimos adiantar os exames do bimestre para a segunda-feira... ’’
 ‘’Mas diretora, falta apenas uma semana para as férias, e a recuperação?’’ 
Todos riram. 
‘’Meu caro Peter, eu posso adiantar que a recuperação não está fácil e ela será dada logo após as férias. Portanto, estude!‘’ 
‘’Até parece que ela não me conhece...!’’ disse rindo de si. 
‘’Bom, já estão avisados, voltem para suas salas. ’’ 
Os alunos se retiravam das arquibancadas indo para suas salas. 
‘’Onde está o Professor Juan? E o Professor Fred não voltou? Onde estão os dois?’’ perguntava a Diretora em busca de respostas. 
‘’Nós... Nós não fomos atrás. Eles devem estar na sala dos professores!’’ Disse o vigilante, um dos escalados para ronda a escola no período da manhã. 
Diretora Margaret era a dona e também diretora do colégio. Uma mulher forte e respeitada por todos do bairro, onde o colégio se situava. 
‘’Mas o que é que está me dizendo, Paker? Um professor some desde a segunda aula e o outro acaba de sumir e você não o procura?’’ 
‘’De... Desculpe-me, Margaret. Eu vou procura-los... Com licença! ’’


*Tri*
Paker: Fala cara! *tri* 
John: E ai, onde você tá? *tri* 
Paker: Indo procurar dois professores desaparecidos, rs... E tu? *tri* 
John: Na sala de biologia, tá uma bagunça aqui, cara...  *tri* 
Paker: Como assim?
John: Tem sangue aqui... Marcas de mão com sangue... *tri* 
Paker: Eu estou entrando na sala dos professores... Meu Deus... *tri* 
John: Tem alguma coisa aqui, cara... *tri* 
Paker: O que? Aqui só tem sangue, nenhum sinal dos professores. *tri* 
John: Não... Não sei, estou com medo, cara. Eu juro... Eu vi algo passando...  *tri* 
Paker: John? *tri* 
John: Eu vou abrir a porta, tem algo atrás... ‘*tri* 
Paker: Não, não abra. Aconteceu alguma coisa, tem muito sangue. Eu vou termina de checar e estou indo ai. *tri* ... *tri* John, responde cara! *tri* 
John: Que barulho é esse...? Professor Ken? O... O senhor está bem? Professor? ARRRRH! Professor, o senhor me mordeu... Ai meu Deus, arrancou meu dedo? Mas o que é que você... *tri* Cara foge! O sangue... O sangue é humano, cara... Tem pessoas matando aqui cara... NÃOOOO... *tri* 
Paker: John? John responde! Espera, por que vocês estão assim? Cintia? Cintia por que está... Não, sai daqui Fred, SAI CINTIA... NÃO, NÃOOO’

Já estava se espalhando por todo o colégio. A nossa próxima aula seria de Português, com a Professora Cintia, ninguém da direção veio nos avisar que não teríamos aula com ela ou que haveria substituto. Simplesmente ninguém apareceu. As portas do colégio estavam abertas, o que era estranho. A nossa e mais uma sala da frente era as únicas que estava com os alunos. Fui com Jack, Elisa e Alice até a sala da Direção. Não havia ninguém. Vazia com os dois computadores ligados e a televisão também. Pepe, um dos meus amigos veio até nós dizendo que todos haviam saído do colégio. Mas havia algo de errado também do lado de fora. Quando saímos, não havia ninguém. Um pouco dos alunos ainda estavam lá, outros estavam se distanciando, indo para outros lugares.

sábado, 15 de junho de 2013

Coisas estranhas começam acontecer

- O professor chegou com os resultados dos exames. Minha pulseira da amizade dada pela minha amiga na semana passada estava me incomodando, retirei-a e a coloquei em meu estojo. O Professor estava estranho, ele sempre foi tão vivo e tão ativo. Estava tão triste, exausto, cansado. Os alunos estranharam e alguns se atreveram a pergunta se estava tudo bem. Ele disse que era uma gripe forte, mas não era tão forte a ponto de derruba-lo. Pois não me pareceu uma gripe. Seus olhos estavam inchados e seu tom de pele escurecido. Havia um ferimento em sua perna. Quando fui chamada para pegar minha prova, deu para me aproxima um pouco mais e analisar mais de perto. O sangue estava passando o curativo, olhei para ele e ele olhou para mim. Fiquei preocupada, mas não disse nada. Minha expressão já dizia tudo. Ele disse que seu cachorro tinha avançado em cima dele e o mordido em sua perna direita. A pessoa não está bem, é mordido e ainda vem trabalhar? 
- Não se preocupe. Eu preciso trabalhar, já que ganho pela quantidade de aulas dadas. E mesmo assim o salário não aumenta rs
Os alunos riram, eu mostrei meu sorriso e analisei minha prova. Sentei em minha cadeira, confesso que ainda achava que tinha algo de errado nele. Mas como começou a aula, tive que me concentra na explicação. Quando bateu o sinal, sai com Jack, meu melhor amigo e fã de Harry Potter. Era o único garoto que eu confiava. Fomos para a biblioteca, era lá que aproveitávamos nosso intervalo: lendo.
Sempre brincávamos um com o outro. Naquele dia ele me perguntou: 
- Qual livro eu irei ler? 
E eu disse: 
- Um de romance? 
Sempre conseguia adivinhar, era legal. Às vezes me pergunto se ele fazia de proposito ou se era mesmo coincidência. Estava tudo ocorrendo normalmente, nada de anormal, a perna do professor ainda estava em minha mente, mas não tão mais preocupada como antes. Voltamos para a sala de aula e fizemos os exames, tirei nota máxima na de física, mas vermelha na de química. Recuperação! Professor fez questão de marca prova para essa sexta-feira, mesmo sabendo que amanhã não teria aula. Fez de sacanagem, só pode.
    
'Ah, esqueci de dizer, me chamo Anne. Anne Knowles! Estava no último ano. Sonhava com a minha formatura. ’’
Depois das provas, tivemos uma palestra no pátio. Todos e até mesmo os professores estavam presentes, exceto o de Biologia, que por sinal havia sumido desde a segunda aula. 
- Eu vou ver como ele está a ultima vez que eu o vi estava na sala dos professores... 
Disse o professor de matemática, seguro que encontraria o Professor Juan bem. A palestra começou e ele se retirou indo atrás do Professor. ''Mas onde está você, Fred... Fred? Oh meu Deus, Fred? O Senhor está está bem?'' O Professor estava jogado no chão da sala dos professores.
 

O inicio do fim

‘’... Acabamos de encontrar um esconderijo. O único que até então está sem aqueles mortos-vivos. Andamos 10 km até encontrar. O prédio em que saímos foi completamente tomado por eles. Está cada vez mais difícil encontrar um lugar e ficarmos durante um bom tempo... Eles sempre nos encontram!’’
·        Cinco anos atrás.
                                    
                                   
- Era um dia comum a todos. Estava nevando. As pessoas caminhavam infelizes e outros um pouco mais felizes. Não era um dos meus melhores dias, tinha prova de física e de química, não tinha nada para comemorar. Mas só de pensar que aquele seria o último dia normal de todos, faz com que eu pense a todo o momento em cada segundo daquele dia até mesmo durante a prova. É a última lembrança que tenho da terra em ''paz''. É irônico dizer isso. Vivíamos em guerra a todo instante. Pessoas com seus egos se preocupando apenas com si próprio. Imagine essas pessoas lutando a todo instante hoje por suas vidas e pelas vidas de quem ama. Perder entes queridos e ainda vê-los se transformando naquelas... naquelas coisas! Eu não era muito popular, vivia andando com um pequeno grupo de amigos. A maioria estudava comigo e os restantes estavam espalhados pelos cantos da cidade.
Acordar logo pela manhã já me irritava, mas não há nada que superasse a babaquice dos meus colegas de sala. Adolescentes, por que tão idiotas? Por que se acham adultos quando mais se parecem crianças? Essas perguntas não me fazem sentido agora. Nada mais faz sentido para mim. Pessoas que eu amava se foram e isso é deprimente. O fim já aconteceu e me pergunto o que fazemos aqui. Tivemos sorte? Ou estamos pagando pelos nossos pecados fugindo em busca da sobrevivência? Isso não é sorte. Saudades da minha família, saudades da minha rotina irritante, mas que tanto me faz falta nesse momento.
Infelizmente vi meus amigos se transformando naqueles monstros e eu que disse horas antes de se transformarem que nada iria acontecer de ruim a eles.
Depois da transformação, já era. Ou você mata, ou você morre! A força que tinham eram a mesma de suas vidas humanas. Acho que dei sorte quando tive meus amigos gravetos. Lutar com um morto com uma massa de um lutador de boxe não deve ser fácil, olhando para meu porte físico.


Você deve estar se perguntando como tudo aconteceu. Pelas minhas conclusões após saber do que houve, a infecção se espalhou rapidamente. Um pedaço de algum membro do corpo infectado ou vestígio de sangue com o vírus em alguma superfície com fácil acesso a pombos, por exemplo, já poderia começar com a epidemia. Nossa cidade fica distante do laboratório da Portraid, onde era feito os experimentos. Por isso, eu imagino que deve ter começado pelos pombos, mas é apenas um detalhe. 
Pra mim, tudo aquilo aconteceu na escola, mais precisamente na aula de Biologia... 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Sinopse

Era mais um dia qualquer. Cada um com suas vidas, sem imaginar que o pior está por vim. Um vírus altamente perigoso, criado pela Portraid Corporation, iria mudar tudo. Quem é a Portraid? Você não conhece? Uma instituição fundada pelo Mark Silveen, um cara com seus quarenta anos, ranzinza e muito enigmático. Era um cara misterioso, porém muito conhecido por diversas partes do mundo. A Portraid foi criada com o intuito de ‘’ajuda’’ a ONU a manter a paz no mundo. Grandes potências no mundo se ameaçavam com bombas atômicas e por isso, Portraid surgiu. O que todos não sabiam é que Mark dividiu-a em duas partes, uma fiscalizava a criação de bombas atômicas e a outra, bem... Mark criou um laboratório escondido ao norte de Berlim com o intuito de criar mutações usando células tronco. Um antigo prédio abandonado da Portraid servia como uma armadura perfeita para esconder o que tinha lá dentro, mais precisamente no subsolo. Mark sabia como ninguém como manter as aparências do laboratório. Todos que trabalhavam tinham suas vidas normais, mas eram vigiados por agentes infiltrados. Caso dissesse algo sobre a existência do laboratório, eram presos e colocados para serem cobaias dos experimentos. A mente do Mark era assustadora. Antes de serem contratados estavam cientes de tudo que aconteceria caso ousassem dizer algo. O que todos não sabiam é que Mark estava criando uma mutação diferente de todos já criados, utilizando do próprio sangue. Um pequeno erro na criação fez com que o vírus injetado nas quatro cobaias humanas sofresse uma mutação terrível. O problema é que a mutação se espalhou de uma forma avassaladora por todo o imenso laboratório subterrâneo. Com a contaminação se expandindo, Mark conseguiu escapar por uma saída secreta. Mas ao invés de segurar a contaminação trancando todas as portas do laboratório, optou por deixa-los saírem, todos descontroladamente em busca de carne. Não demorou muito para a infecção se espalhar rapidamente pelo mundo todo afetando não só pessoas, mais animais também.

Não sabemos por onda anda o grande culpado disso tudo ou se ainda está vivo diante do caos que se iniciou na superfície. Agora os poucos grupos de sobreviventes espalhados pelo mundo luta a todo o momento em busca de proteção e abrigo, enquanto que milhares de mortos-vivos perambulam pelas ruas famintas por carne humana.